A DASN‑Simei referente ao ano‑calendário de 2025 deve ser enviada por todos os Microempreendedores, inclusive aqueles que não tiveram faturamento no período
Área do Cliente
Notícia
Arquitetura Organizacional é uma decisão de negócio e a maioria das empresas erra na hora de bater o martelo
Estrutura deve ser criada considerando estratégia, contexto e riscos não apego a cargos ou ser ‘cabide de empregos’
O Desenho Organizacional ou, mais apropriadamente, Arquitetura Organizacional, dificilmente entra na pauta da maioria das empresas.
Quando entra, é de forma superficial e básica, embalada num organograma, mudanças de nomenclaturas de cargos ou redistribuição de competências.
Mas ela é muito mais central e estratégica que isso. A Arquitetura Organizacional é resultado de algumas das decisões mais relevantes para o sucesso ou fracasso da estratégia de uma companhia.
Mais do que indicar como organizar melhor a empresa, ela tem o poder de estabelecer uma estrutura que efetivamente aumente as chances de o negócio entregar. E isso não passa por criar uma estrutura que parte das pessoas e depois atende o negócio, mas o contrário.
O redesenho de uma organização tem a função de gerar valor, mas as taxas de fracasso continuam elevadas, segundo a McKinsey, porque os desenhos continuam desconectados da estratégia e da execução.
Estrutura não é identidade
Um dos problemas mais comuns é o apego excessivo a cargos e áreas. Em empresas em crescimento, isso costuma aparecer cedo. A companhia, a estratégia e o contexto, porém, estão sempre em movimento e querer preservar uma estrutura como se fosse identidade é um grande erro.
A Arquitetura Organizacional tem de ser mutável, evoluindo para atender o momento atual e a estratégia definida para enfrentá-lo. Assim como a estratégia que fazia sentido dois anos atrás e não funciona hoje, a mesma coisa acontece com a organização.
Por isso, inclusive, reestruturação não deve ser lida, automaticamente, como problema. Pode ser, mas se feita intencionalmente, não reativamente a problemas, é um sinal de maturidade.
Não existe desenho perfeito. Existe trade-off
Assim como em qualquer outra área, em Arquitetura Organizacional não existe bala de prata, certo ou errado, apenas escolhas. E todas elas têm seu lado positivo e negativo.
Centralizar pode dar mais controle, consistência e eficiência, mas pode reduzir velocidade e autonomia. Descentralizar pode aproximar decisão da ponta e acelerar execução, mas aumenta a necessidade de coordenação e maturidade de liderança.
Criar mais camadas pode dar uma gestão mais próxima, mas também pode engessar. Enxugar demais pode dar agilidade, mas sobrecarregar lideranças.
Assim, é muito importante, especialmente para pequenas e médias empresas, dedicar atenção à Arquitetura Organizacional. Negócios menores muitas vezes operam por muito tempo com estrutura informal, forte dependência do fundador e papéis pouco definidos.
Embora possa funcionar no curto prazo, mais adiante isso se transforma em gargalo.
A maturidade da empresa influencia diretamente a formação dos times. Uma companhia em estágio inicial pode precisar de generalistas fortes e lideranças mais próximas da execução. Outra em expansão tende a precisar de mais especialização, clareza de papéis, melhores interfaces e decisões mais distribuídas.
Já uma terceira mais madura pode precisar rever excesso de camadas, simplificar estrutura e redistribuir accountability.
Estudo de 2025 da McKinsey mostra que mesmo empresas de alta performance ainda deixam cerca de 30% do potencial da estratégia na mesa por falhas no modelo operacional. O desafio, portanto, é para todos — e quanto mais cedo isso for encarado, melhor.
Quanto mais sênior, menos “da área” e mais “do negócio”
Entre os desafios mais comuns relacionados à Arquitetura Organizacional está o desenho para lideranças seniores. Normalmente isso é feito para que cada uma ‘defenda’ apenas seu território, criando silos.
Quanto mais sênior a cadeira, maior deveria ser a obrigação de ajudar a entregar o resultado do negócio, e não apenas o resultado da área.
É a lógica da liderança em ‘T’.
A pessoa precisa ter profundidade suficiente para responder pelo seu escopo, mas também amplitude para tomar decisões olhando a empresa como sistema.
A nomenclatura de cargos deriva, em parte, desse problema. Empresas se prendem demais a títulos, como se “gerente”, “head”, “coordenador” ou “diretor” tivessem o mesmo significado em qualquer contexto, o que não é verdade.
A nomenclatura muda muito de empresa para empresa. O que realmente importa é deixar claro o desafio da cadeira, sua alçada de decisão, o nível de impacto esperado e como o sucesso será avaliado.
Clareza de papel continua sendo uma variável crítica de performance.
É por isso que descrição de cargo não deveria ser burocracia. Deveria ser ferramenta de performance. Inclusive para o CEO. Em empresas médias, especialmente, não é raro haver muito mais clareza sobre cargos abaixo do que sobre a cadeira do fundador ou principal executivo.
Isso cobra um preço alto, porque o resto da estrutura tende a se organizar em torno dessa ambiguidade.
Como enfrentar o desafio da Arquitetura Organizacional?
O primeiro passo é refletir sobre pontos-chave que servirão de alicerce para a estrutura da empresa, começando por definir quais as áreas realmente fundamentais para entregar a estratégia.
A partir disso, avaliar como o fundador ou CEO gasta seu tempo, que indica onde estão os gargalos reais da operação.
Outro ponto de reflexão é sobre qual seria a estrutura ideal, olhando para o futuro, não para o presente, e como isso se compara ao time atual — quais as lacunas, forças e fraquezas que precisam ser preenchidas, nutridas e resolvidas.
Por fim, refletir se o que está sendo feito no momento pela organização sustenta de fato o crescimento — e se é sustentável no tempo. Isso deve informar um plano de ação que faça sentido, considerando orçamento, tempo, risco e disponibilidade de talentos.
Essa reflexão é o primeiro e mais importante passo para reforçar Arquiteturas robustas, identificar pontos de atenção e corrigir preventivamente qualquer desvio que possa colocar a organização em risco.
Notícias Técnicas
Lives ocorrerão todas as quartas-feiras, com temas variados para orientar contribuintes sobre o IRPF 2026
A Receita Federal publicou a 3ª versão do glossário da reforma tributária do consumo
A Receita Federal, junto ao Comitê Gestor do IBS e ao ENCAT, publicou em 8 de maio de 2026 a Nota Técnica 2025.002 – Versão 1.06A
A Receita Federal, por meio da Solução de Consulta Cosit nº 76, definiu critérios para a tributação de valores repassados a terceiros por empresas do Simples Nacional
Notícias Empresariais
Empresas não crescem sozinhas crescem com boas conexões. E quem entender isso antes vai crescer cada vez mais
Ansiedade, imediatismo e baixa retenção não podem ser vistos apenas como traços geracionais, mas como respostas a um mundo mais instável, hiperconectado e exigente
Estamos tratando saúde mental como um item de auditoria, algo que precisa estar 'em dia' para evitar multas
Estrutura deve ser criada considerando estratégia, contexto e riscos não apego a cargos ou ser ‘cabide de empregos’
Plataforma busca estimular novos negócios entre o governo e os MEIs
Notícias Estaduais
No dia 14 de outubro de 2021, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP)..
A Receita Estadual do Paraná comunica que o Supremo Tribunal Federal declarou que é constitucional a imposição tributária aos contribuintes optantes pelo Simples Nacional da diferença de alíquotas do ICMS pelo Estado de destino por ocasião da entrada de mercadoria em seu território.
Será possível parcelar em até 60 meses débitos de ICMS, com desconto de até 40% em juros e multas
Acesso ao microcrédito, orientação para microempresa e Micro Empreendedor Individual (MEI), cursos, orientação para o protocolo digital de processos de registro de empresas, e manutenção preventiva de equipamentos, fiscalização e legislação. Esses são alguns serviços que constam no convênio firmado entre o Governo do Estado e o Sebrae, nesta sexta-feira (28).
A Receita Federal notificará 1.070 contribuintes no Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia e Pará para explicar declarações de despesas de alto valor no Imposto de Renda. No Amazonas são 281 contribuintes. A Receita não informou os valores.
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional